O que a Comunicação Não Violenta pode fazer por seus filhos?

Já fazia um tempo que eu tinha ouvido falar da Comunicação Não Violenta e estava querendo entender melhor essa ferramenta criada por Marshall Rosenberg. Eu tinha visto alguns vídeos dele no Youtube e cheguei a me aventurar na tentativa de ler seu livro durante a gravidez, mas acabou não rolando. Entre as mil demandas de preparo ao parto, essa leitura ficou de lado, vocês bem sabem como é.

Foi então que me deparei com uma palestra linda da Carol Nalon no 1o Encontro de Maternagem Consciente, em 2015, sobre “CNV e como se conectar profundamente com o sentimento dos seus filhos”. Eu assisti o vídeo dias antes de a Nara nascer, numa fase em que estava super empenhada a me auto educar para me tornar uma mãe incrível para ela (quem não passou por isso?), e fiquei super tocada e curiosa por aprender mais sobre o tema.

TED com Carol Nalon

Eu começava a me familiarizar com as linhas de Criação Com Apego, Maternidade Consciente, Disciplina Positiva, CNV e afins. Lia sobre essas formas de educar e tudo parecia lindo e coerente, só que eu me sentia incapaz de praticar, dado que fui criada com outra pegada, num ambiente muito mais autoritário e adultizado, em que as crianças tinham que se adequar ao ambiente e às necessidades dos adultos, tinham que aprender a se calar e não dar muito trabalho. Seria eu capaz de identificar as necessidades da Nara, respeitar seu tempo e validar seus sentimentos?

Foi aí que fiquei sabendo do curso Caminho da Comunicação Autêntica, me inscrevi e foi maravilhoso. Ele foi bem intenso, a Carol propunha muitas reflexões sobre auto investigação, eu aproveitava que a Nara dormia muito e mergulhava nas indagações do curso. E pouco a pouco fui me familiarizando com os passos e conceitos da CNV, fui trazendo esse tema para dentro de casa com meu namorido e ele se interessou também. Fui aplicando com amigos, familiares, com a Nara e sentindo o efeito dessa nova forma de me relacionar. Eu comecei a julgar menos as pessoas, passei a me sentir menos impactada por comentários críticos sobre minha forma de maternar, conseguia empatizar  e conectar com as pessoas ao meu redor com mais facilidade.

E quanto mais tempo passa e mais a Nara, agora com 2 anos, reivindica seu espaço e autonomia, e vai aprendendo a falar, mais eu percebo o quanto ter assimilado a CNV na minha vida contribuiu positivamente para nossa relação. É mais fácil não julgá-la quando ela tem um comportamento não desejado e desafiador, é mais fácil investigar seus sentimentos e necessidades, oferecer-lhe empatia e entender que ela não é responsável pelos meus sentimentos.

 

Mas afinal, o que é a CNV, do que você está falando, Maíra?

Quando Marshall Rosenberg tinha apenas nove anos, ficou trancado durante três dias com sua família em um porão na cidade de Detroit, no EUA, por conta de um conflito racial que surgiu próximo a sua casa. Anos mais tarde, quando já era um psicólogo formado, Marshall decidiu investigar a compaixão entre as pessoas e descobriu que a comunicação é o elo essencial para criar empatia entre seres humanos, mesmo em situações nas quais o ódio impera.

A partir daí, ele criou a Comunicação Não Violenta, que se define por ser baseada nos princípios da não violência — o estado natural de compaixão quando a não violência está presente no coração. A CNV propõe a ideia de que todos compartilham necessidades humanas básicas, e que cada uma de nossas ações é uma estratégia para atender a uma ou mais dessas necessidades.

A ideia de que “por trás de todo comportamento existe uma necessidade” ajuda muito a entender as atitudes dos nossos filhos e facilita empatizar com eles. Sempre que a Nara me apresenta um comportamento desafiador eu procuro entender qual a necessidade ela está tentando atender no momento. Isso me ajuda muito a não levar pro lado pessoal o jeito como ela se comporta, que é nossa tendência automática.

Eu passei a questionar o que de fato é comportar-se bem, já que muitas vezes entendemos que bom comportamento é fazer o que os pais esperam, é atender às expectativas do adulto. A questão é que o “mau comportamento” muitas vezes não é mal intencionado, ele pode ser uma busca pelo lúdico, pela descoberta de algo novo, pela autonomia, pelo poder de decisão. São necessidades que qualquer um entende, mas se focamos apenas na ação dos nossos filhos, tendemos a julgá-los. Quando aplicamos a CNV, podemos conectar de verdade com eles, fica mais fácil acolher e validar sua frustração quando eles se irritam porque não podem fazer algo, afinal sabemos que por trás há uma necessidade não atendida que é legítima, reconhecemos a importância dela.

Não é simples reaprender a se comunicar, confesso que não consigo fazer uso da CNV sempre, mas posso afirmar que sempre que consigo agradeço, é um caminho muito mais fácil não só para se comunicar, mas para conectar de verdade com minha filha.

Se você se interessa por esses temas mas se questiona sobre o uso deles, se por exemplo acha que reconhecer os sentimentos e necessidades do seu filho seria o mesmo que concordar com tudo o que ele quer fazer, então eu te recomendo ver o mini curso da Carol Nalon sobre Comunicação Não Violenta.

Se você ficou interessad@, inscreva-se no mini curso gratuito Caminho da Comunicação Autêntica aqui.

Na semana que vem ela vai abrir inscrições para o curso completo, portanto fique de olho!!

E atenção, pois o mini curso ficará disponível por um curto período, então é bacana você se programar para assistir o quanto antes!

No primeiro vídeo você vai descobrir quais são os 4 passos da Comunicação Não Violenta e como você pode aplicá-los no seu dia-a-dia. Como podemos observar sem julgamento, expressar nossos sentimentos, nomear com clareza nossas necessidades e comunicar o que queremos sem imposição e com autenticidade?

http://bit.ly/CNVcomCarol_NalonNo segundo vídeo do mini curso a Carol fala sobre empatia e seus principais obstáculos. Como podemos garantir uma verdadeira conexão com a pessoa com quem falamos?

Esses e outros insights super importantes são abordados no curso e abriram minha cabeça. Tenho certeza que pode abrir a sua também. Bora lá dar uma olhada? Depois me conta o que achou!!

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